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A FIA confirma que a Mercedes não trapaceou, mas admite que sua estratégia para o motor estava "indo contra as regras".
Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, esclarece que a polêmica sobre a taxa de compressão do motor da Mercedes foi exagerada. Embora a montadora tenha encontrado um método para aumentar a taxa de compressão de 16:1, o dirigente garante que a unidade de potência está dentro das normas. A controvérsia surgiu após a publicação de que a Mercedes poderia ganhar cerca de 0s3 por volta com essa solução.
O truque estava na forma como a aferição da taxa de compressão era realizada. A FIA inicialmente determinou que a medição seria feita a temperaturas ambiente, mas o motor da Mercedes apresentava um aumento na taxa de compressão quando aquecido. Tombazis admite que a FIA ficou surpresa com essa abordagem, mas reitera que não houve trapaça. Apesar disso, a entidade decidiu intervir. A partir do GP de Mônaco, a taxa de compressão dos motores será medida em ambientes tanto frios quanto quentes, a 130°C, para evitar que outras estratégias custosas possam surgir.

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