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Adriano Quintanilha e Nuno Ribeiro, antigos responsáveis da extinta equipa de ciclismo W52-FC Porto, apresentam recurso das penas de prisão efetiva de quatro anos e nove meses, no âmbito da operação Prova Limpa. Este caso revela a gravidade das práticas de doping no ciclismo português.
O recurso foi protocolado no Tribunal da Relação do Porto, conforme despacho do Tribunal de Penafiel. Além de Quintanilha e Ribeiro, a Associação Calvário Várzea e outros envolvidos também contestam as condenações. A complexidade do processo é evidente: a Federação Portuguesa de Ciclismo pediu um prazo adicional de 30 dias para responder, uma vez que o acórdão possui mais de 400 páginas e os recursos somam mais de 800.
Quintanilha foi considerado responsável pelo financiamento e pela decisão sobre o uso de substâncias dopantes, enquanto Ribeiro desempenhou um papel crucial na aquisição e distribuição destas substâncias, orientando os ciclistas. Ambos são vistos como peças-chave do esquema, ao contrário dos corredores, que enfrentaram penas suspensas por serem considerados o “elo mais frágil”. Esta situação levanta questões profundas sobre a ética no desporto e a responsabilidade dos dirigentes.

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