Ouvir e ler
Técnicos estrangeiros no Brasil gozam de maior tolerância, mesmo em situações de desempenho inferior. Um estudo do Bolavip Brasil revela que, entre 2019 e 2026, treinadores de fora são demitidos com um aproveitamento médio de 34,1%, enquanto brasileiros deixam seus cargos com 42,5%. Isso demonstra que, mesmo em períodos de instabilidade, os estrangeiros permanecem mais tempo. Casos como Gabriel Milito, que saiu do Atlético-MG com apenas 10%, e Juan Pablo Vojvoda, que deixou o Fortaleza com 16,6%, ilustram essa tendência. Em contraste, técnicos brasileiros, como Filipe Luís (53,3% de aproveitamento no Flamengo) e Rogério Ceni (63,3% no Cruzeiro), são pressionados e demitidos mesmo com bons números. O levantamento destaca um padrão preocupante: enquanto os estrangeiros têm mais tempo, os brasileiros enfrentam a pressão por resultados imediatos.

Comentários (0)